Carlos Alberto Figueiredo da Silva
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por Carlos Alberto Figueiredo da Silva
Religião, dança e Folclore: relações e interferências

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SILVA, C. A. F. ; SILVA, J. E. . Religião, dança e folclore afro-brasileiro: relações e interferências. In: XII Congresso Ciências do Desporto e Educação Física dos Países de Língua Portuguesa, 2008, Rio Grande do Sul. XII Congresso Ciências do Desporto e Educação Física dos Países de Língua Portuguesa. Porto Alegre : Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2008.  

 

RELIGIÃO, DANÇA E FOLCLORE AFRO-BRASILEIRO:

RELAÇÕES E INTERFERÊNCIAS

 

José Edmilson da Silva, Esp.

Universidade Salgado de Oliveira/UNIVERSO, Niterói, RJ, Brasil

willendorf@ig.com.br

 

Carlos Alberto Figueiredo da Silva, Dr.

Universidade Salgado de Oliveira/UNIVERSO, Niterói, RJ, Brasil

Centro Universitário Augusto Motta, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

ca.figueiredo@yahoo.com.br

 

Introdução

Este estudo aduz as primeiras reflexões sobre as relações e interferências da religião nas aulas de Educação Física escolar, quando do desenvolvimento de conteúdos de ensino relacionados à cultura popular, mais especificamente à dança e ao folclore afro-brasileiro, a partir de um tema que intersecta três campos: etnia, práticas religiosas e cultura popular. O foco está na análise do regimento interno de uma instituição religiosa em relação às práticas corporais, observando-se, principalmente, as que se ancoram no arcabouço afro-brasileiro.

A construção de um objeto de estudo que possa analisar, refletir e explorar a cultura popular e as práticas corporais como fenômeno social, torna-se fundamental no atual contexto de crescimento de diversas práticas religiosas e de sua interferência em outros campos sociais.

Como ponto de partida, analisa-se o regimento interno de uma instituição religiosa em relação às expressões do corpo e dos símbolos, mitos, crenças e valores que, de alguma forma, possam interferir no desenvolvimento da dança e do folclore nas aulas de Educação Física escolar.

Nos últimos anos, vários acadêmicos têm se debruçado sobre os problemas que afetam os afros-descendentes e os seus legados no Brasil. São professores, sociólogos, psicólogos, filósofos, antropólogos e teólogos, todos se esforçando para dar contribuições importantes ao tema. Mesmo assim, na literatura brasileira, ainda existe uma grande lacuna sobre a temática proposta neste estudo. As oposições às práticas corporais populares advindas da cultura afro-brasileira têm se mostrado um pouco mais explícitas e afetando até mesmo as aulas de educação física. Esta assertiva é feita a partir de observações sistemáticas realizadas na Escola Municipal Isaías Alves e nas aulas de cultura popular e folclore no Centro Universitário Celso Lisboa.

Poucos são os trabalhos na área da educação física (Conrado, 1996; Santos, 2005; Silva, 2006), que apresentam em seus comentários, sejam ensaios, periódicos ou livros, reflexões sobre a influência das práticas religiosas nas práticas corporais ligadas à dança e ao folclore afro-brasileiro.

Segundo Ayoub (2001), a dança e o folclore são componentes indispensáveis para o desenvolvimento da cultura, partindo de uma forte e rica linguagem popular, onde se tem uma combinação de diferentes imagens, sons, palavras, cores, formas, festas, ritmos, canções, movimentos. Esses conteúdos são desenvolvidos também pela Educação Física escolar, promovendo uma dinâmica significativa no processo ensino-aprendizagem realizado pela escola, que tem fundamental importância para o enriquecimento cultural da nossa sociedade.

Introduz-se, aqui, um questionamento que coloca os professores de educação física frente ao seguinte objeto de indagação: o que fazer quando presenciamos o afastamento de alunos de uma aula de Educação Física escolar, em virtude da influência de determinadas práticas religiosas, quando os assuntos estão relacionados à expressão corporal ou de cultura popular, em que as letras mencionam mitos e ritos afro-brasileiros?

  

Modernidade reflexiva e práticas religiosas

Ao analisar o conceito de reflexividade, Lash (1997) aponta as modificações que as estruturas de informação estão produzindo na formação dos indivíduos e das comunidades de uma modernidade capitalista. Em seu texto, demonstra a necessidade de sermos mais cuidadosos em nossas intenções de compreender, explicar e interferir nas tensões existentes das relações indivíduo-sociedade ou "eu-nós", que estão sendo configuradas nas diversas ambiências políticas, econômicas, étnicas, sociais no mundo atual da informação e do conhecimento.

Diante dessa dialética eu-nós e indivíduo-comunidade, encontramos alguma possibilidade numa "ética fundamentada no cuidado" (p.196). Cabe-nos, portanto, trazer o questionamento e a possibilidade dos riscos de exclusão, exacerbação da competitividade entre indivíduos, das possíveis disputas de gênero, raciais, religiosas, étnicas etc., e dos diversos tipos de discriminação quando se processa essa individualização, ou seja, o empoderamento dos indivíduos na modernidade reflexiva.

Além disso, cabe ainda refletir sobre o entendimento que se faz de comunidade, classe social e partidos políticos. Associações de classe ou partidos podem representar apenas a oportunidade de alguns indivíduos se beneficiarem em determinadas situações. Neste estudo, não aprofundaremos esta reflexão. Entretanto, a título de aproximação com a temática atividade física e práticas religiosas, e nos apoiando em Weber, mostramos a influência econômica, política e social no desenvolvimento de novas práticas religiosas.

De acordo com Weber (1995), períodos de crise econômica, política e social podem ser propícios ao surgimento de práticas religiosas carismáticas e proféticas. Este processo, que tem na figura do profeta seu representante máximo, realiza-se devido ao descontentamento dos fiéis e crentes, com sua tradição religiosa, vista por eles, nesse momento, como incapaz de cumprir com seus preceitos e, portanto, ineficaz em intermediar os desejos e necessidades destes com seu objeto de fé.

Tais profetas fundam seitas que, com o processo de rotinização do carisma, acabam tornando-se igrejas. Essas novas práticas religiosas são conduzidas pela força que dispõe o profeta, "empresário independente da salvação cuja pretensão consiste em produzir e distribuir bens de salvação de um tipo, novos e propensos a desvalorizar os antigos" (Bourdieu, 2001, p. 60).

O aumento crescente de determinadas práticas religiosas no Brasil pode ser enquadrado neste processo, tendo provocado mudanças nas práticas e visões de mundo de número significativo de indivíduos e grupos no Brasil.

Historicamente, na modernidade, o corpo é afirmado como o santuário da individualidade e da subjetividade. O homem adquiriu a chamada "liberdade individual" a partir do momento em que foi reconhecido como sua propriedade, além da sua vida, o seu próprio corpo. Por isso, na esfera jurídica, o controle desse corpo-santuário não pode ser realizado por códigos punitivos que o façam o principal objeto da pena. A punição do corpo colocaria em xeque a liberdade individual e a própria noção do corpo como templo da individualidade e da subjetividade humana. Torna-se necessária assim outra forma de controle, outra tecnologia de poder, outra normalização do corpo: a punição da "alma", essa apologia jurídica da liberdade individual. Torna-se necessária, enfim, uma nova forma de controle do corpo: a disciplina (FOUCAULT, 1977).

Através de Foucault, é possível compreender aspectos do fenômeno religioso e suas práticas, sejam nas relações de saber/poder ou nas questões de constituição dos sujeitos religiosos.

Neste sentido, agimos no intuito de construir uma leitura dos fenômenos que acercam o corpo e suas representações sociais, considerando as diferenças existentes entre nossos alunos e valorizando, esferas do conhecimento, principalmente para registrar na memória de um povo suas inúmeras criações e recriações.

Nas concepções que compreendem o corpo e o interpretam como parte de um ser constituído por dicotomias - corpo/alma, corpo/pensamento, corpo/espírito, corpo/mente - estão internalizadas uma série de intenções, interesses que servem à manutenção de relações de dominação.

Como salienta Barrenechea (2002), de acordo com a filosofia platônica, para contemplar as verdadeiras idéias, a alma deve rejeitar a comunhão com o corpo durante toda a encarnação, não atendendo aos seus convites pecaminosos, prazerosos e enganosos. Apenas rejeitando inflexivelmente as perturbações do corpo, será possível à alma atingir a verdade pura, a essência, o mundo ideal, a recordação plena do que foi visto no outro mundo. "Em resumo, o corpo é um ‘inimigo' que devemos vigiar sem cessar. Trata-se de um ‘intrujão', um déspota que temos de controlar incansavelmente para que não nos afaste do caminho da perfeição" (p. 179).

Não há dúvidas de que estas premissas permanecem no decorrer do tempo, e que as afirmações se coadunam com diversos interesses travestidos em realidades moralistas. Esses enunciados criam um clima punitivo, repressivo, excludente e funcionam a serviço da normatização dos modos de vida das pessoas e conseqüentemente sua submissão e obediência. Assim, Hall (2000) assinala que,

 

"Significados além de regular e organizar nossas condutas e práticas - auxiliam no estabelecimento de regras, normas e convenções pelas quais a vida social é ordenada e governada" (p. 4).

 

Entende-se que o corpo é vetor de construção de identidades e as práticas corporais presentes nos diferentes espaços sociais são educativas, ou seja, forjam e conformam comportamentos e subjetividades (VAZ, 2002).

          Por fim, essa "reflexão", não é uma questão de escolha, mas um direcionamento dado pela ascensão e desenvolvimento das estruturas culturais da sociedade moderna e contemporânea.

 

Educação Física, cultura popular e práticas religiosas

A cultura popular guarda e demonstra variadas formas de expressão, sendo um dos meios mais contundentes de expressar o país, a região, o estado, o local. Segundo Said & Dutra (1999), a construção cultural do corpo é uma ferramenta importante para as atividades do professor de educação física. O universo de representações sobre o corpo compõe questões que foram "esquecidas", mas ao mesmo tempo re-construídas na memória dos professores. Tais significados do corpo e da cultura corporal permitem descobrir as intenções, os projetos e as idéias sobre a Educação Física escolar.

A Educação Física, em seu processo de desenvolvimento, vem compreendendo o homem como ser social, ou seja, um ser necessariamente dependente de relações sociais e não apenas um ser biótico. Daolio (1995) entende o corpo como construção cultural e sede de signos sociais. Há uma correlação entre educação e os diferentes tipos de cultura (que podem se unificar). No caso do folclore, é possível combinar as heterogeneidades das diferentes culturas, inclusive para conhecimento dos alunos. Para ele, a Educação Física é um "meio" de expressão cultural (formal), que deve considerar o princípio da alteridade, para reconhecer as diferenças (físicas e culturais), sem preconceitos; pois somos iguais justamente a partir de nossas diferenças. A Educação Física tem conteúdos a serem vividos e construídos. Vivemos com os "movimentos", este é um processo de incorporação de gestos (técnicas corporais culturais). O autor sugere uma Educação Física, que deve ser baseada em um referencial antropológico, reconhecendo o repertório corporal de cada aluno.

 

Religião, dança e folclore afro-brasileiro: relações e interferências

No sentido de apresentarmos as primeiras reflexões, apresentamos agora um excerto do regimento interno de uma das instituições religiosas estudadas. Selecionamos alguns trechos de forma intencional, com o objetivo de analisarmos as relações e interferências dessas práticas religiosas com conteúdos cultura corporal.

 

Instrumentos proibidos

 

É proibido em cultos ou em ensaios, usar bateria ou pandeiro, mesmo em play backs. Também é proibido o uso de play back de outras gravadoras, e play back gravado em estúdios particulares. É permitido usar somente play back da gravadora a Voz da Libertação (ALMEIDA, 1969, passim).

           

Neste trecho, há uma referência a não utilização de bateria ou pandeiro. Isto demonstra a não aceitação de instrumentos que produzam sons do tipo "tambores". O item "Instrumentos proibidos" demonstra, por si só, a importância dada pelo regimento ao assunto. Fica evidente a preocupação com sons que possam criar uma ambiência com ritmos marcados por influências culturais que possam aludir a outras manifestações religiosas.

A não permissão para utilizar o pandeiro é emblemática, no sentido de que o pandeiro está muito relacionado à cultura do samba, ou seja, a manifestações da cultura afro-brasileira. Além disso, o regimento só permite a utilização de fitas da gravadora a Voz da Libertação.

 

Participar de bailes, discotecas, boites, carnaval, cinemas, circo e coisas semelhantes. É proibido (ibidem).

 

            Neste trecho, percebe-se a preocupação com as festas mundanas, entre elas estão as festas folclóricas.

 

Não é permitido ter ou assistir televisão, ou vídeo cassete, ou ouvir músicas mundanas, ou programas mundanos de rádios, ou TV, ou filmes em vídeo cassete. Ou programas de rádio, pois estes programas tiram o temor de Deus e afastam o crente da presença de Deus (ibidem).

  

            Neste trecho, ratifica-se a idéia de isolamento com a cultura popular. Tudo o que é mundano não é santificado. Desta forma, folguedos, jogos, folclore, danças, entre outras formas de expressão, ficam vetadas para os adeptos desta prática religiosa.

 

É proibido participar de jogos, de quaisquer espécies como: futebol, baralho, dominó, loterias, jogo do bicho, sena, rifas, e qualquer tipo de jogo por qualquer motivo, e também participar de consórcios e sorteios (ibidem).

  

            Neste trecho, a participação em jogos fica proibida. O futebol, uma das manifestações mais importantes da cultura brasileira, está incluído na lista das proibições.

 

Considerações finais

            A proposta deste trabalho é trazer para os focos da academia um problema que vem se apresentando aos professores de educação física no cotidiano de suas ações, a saber: o desenvolvimento de conteúdos específicos da Educação Física, quando abordados numa dimensão cultural, envolvendo, principalmente, a dança e o folclore afro-brasileiro, encontra resistência em localidades que têm forte influência de determinadas práticas religiosas.

Este estudo inicia o debate em nossa área, apresentando uma análise do regimento interno de uma das igrejas neo-pentecostais e as relações e interferências das normas de conduta, com o desenvolvimento de atividades que envolvam elementos culturais típicos do Brasil.

Em nossa primeira aproximação com o tema, verificamos que o regimento dessa igreja tende a dificultar a participação de seus membros em atividades culturais que envolvam ritmos sonoros produzidos por baterias e pandeiros. De certa forma, estes instrumentos são muito utilizados na cultura brasileira. Do samba ao candomblé, os instrumentos de batuque estão presentes de forma explícita e fundante. Além disso, as práticas do futebol, outro elemento da cultura nacional, e outras atividades culturais são proibidas pelo regimento.

O regimento dá muita atenção às festas mundanas. Podemos incluir aí as festas folclóricas, as festas juninas, o carnaval, e tantas outras. Por conseguinte, a Educação Física, ao propor temáticas da cultura corporal em determinados contextos sociais, pode encontrar sérias dificuldades no desenvolvimento das atividades.

Tendo em vista o crescimento das estruturas de informação e comunicação, de que se valem diferentes estruturas de poder, como preservar o patrimônio sócio-cultural? Poderia a cultura popular servir à "resistência" e não à dominação? Como desenvolver conteúdos da cultura popular nas aulas de Educação Física de maneira a questionar as estruturas de dominação exercidas por novas estruturas culturais e religiosas?

As últimas décadas vêm sendo significativas no campo das preocupações relativas aos problemas educacionais no país. Problemas, constantemente, discutidos por diferentes áreas de conhecimento. A intenção deste trabalho é mostrar que através da Educação Física podem ser geradas leituras reflexivas e analíticas sobre a relação entre religião, dança e folclore. Tema polêmico devido à sua complexidade e que nos aproxima de questões relacionadas à cidadania, liberdade de crença e culto.

O fenômeno do fundamentalismo parece não se manifestar em religiões sem livros sagrados como o candomblé e a umbanda, por exemplo. Os fundamentalismos parecem ser um fenômeno típico das religiões monoteístas, denominadas: "religiões do Livro".

É possível notar que nesta nova era vivemos uma crise mundial de valores, princípios e ideologias, diante dessa crise vale repensar as relações hoje existentes entre a escola, religião, dança e folclore, relações estas que têm sido, por vezes, caracterizadas por um diálogo conflituoso.

Geralmente, a temática religiosa é abordada com de forma unilateral. Pré-conceitos impedem um verdadeiro encontro entre culturas e saberes, adquiridos pelos diversos grupos humanos.

Porém, a cristalização das discriminações faz com que se perpetuem e ressurjam no campo escolar alguns discursos, que podem ser considerados desconexos, tanto para a educação de um modo geral, como para a religião e a Educação Física.

Na linguagem dos cantos, danças, fantasias e comidas, o brasileiro fala sobre a sociedade em que vive, seus valores e crenças. Nas festas e por meio delas, são permanentemente construídas maneiras de viver e ver o mundo. São bumbas-meu-boi juninos, maracatus carnavalescos, folias de reis e pastorinhas, cavalhadas e festas do divino, candomblés e festas de Iemanjá, determinando um calendário que ainda é muito pouco explorado por professores e escolas. São instrumentos que podem instigar o olhar, utilizando a dimensão estética para agregar a percepção dos contextos originais em que as manifestações se desenvolvem e desenrolam.

Este trabalho buscou abrir a porta para discussões que aprofundem a compreensão das relações e interferências da religião na Educação Física. Queremos acessar um mundo no qual estamos integrados e pretendemos cada vez mais melhor interpretá-lo. Queremos também, abrirmo-nos aos conhecimentos dos outros modos de ver e pensar a relação com o sagrado e a transcendência, para entrar em diálogo e viver em maior harmonia com os semelhantes.

 

Referências

 

ALMEIDA, João Ferreira de. Regimento Interno. In: A Bíblia Sagrada - Trad. Edição revista e corrigida. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1969.

 

AYOUB, Eliana. A ginástica geral no contexto escolar. Anais do fórum internacional de ginástica geral. UNICAMP: Campinas, 2001.

 

BARRENECHEA, Miguel Angel. Nietzsche e o corpo: para além do materialismo e do idealismo. In: Nietzsche e Deleuze: que pode o corpo. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002.

 

BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004.

 

CONRADO. A. V. S. Dança étnica afro-baiana: uma educação movimento. 1996. 197p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia, Bahia, 1996.

 

DAOLIO, Jocimar. Da cultura do corpo. Campinas, Papirus, 1995.

 

FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir. Petrópolis: Vozes, 1977.

 

HALL, Stuart. The work of representation. In: Representation - cultural representations and signifying practices. London: Sage, 2000.

 

LASH, S. A reflexividade e seus duplos: estrutura, estética, comunidade. In: GIDDENS, A., BECK, U., LASH, S. Modernização reflexiva; política, tradição e estética na ordem social moderna. São Paulo: UNESP, 1997.

 

PRANDI, R. Um sopro do espírito. São Paulo: Edusp/Fapesp, 1998.

 

SAID, R. S. & DUTRA, D. O esporte escolar no processo político-ideológico. Lecturas: Educación Física y Deportes, Buenos Aires, n. 13, Ano 4.., 1999. Disponível em: http://www.efdeportes.com/. Acesso em: 24 de outubro 2006.

 

SANTOS, A. M. dos. Relações raciais e escola: percepções e vozes de alunos sobre a discriminação e preconceito no cotidiano escolar. Universidade Federal de Mato Grosso, 2005.

 

SILVA, J. E. Futebol e religião: relações e interferências. (Monografia final de iniciação científica). Niterói, RJ: Universidade Salgado de Oliveira, 2006.

 

VAZ, A. F. Ensino e formação de professores e professoras no campo das práticas corporais. In: VAZ, A. F; SAYÃO, D. T; PINTO, F. P. Educação do corpo e formação de professores. Florianópolis: UFSC, 2002.

 

WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo: Martin Claret, 1995.